Setas realiza diagnóstico da situação dos lixões e aterro sanitário em Araguaína
Restos de plásticos, papéis, vidros, detritos orgânicos e uma infinidade de outros materiais que não são utilizados pelas pessoas em suas residências geralmente têm como destino lixões e aterros sanitários. Pensando em promover o desenvolvimento sustentável, social, econômico e financeiro de famílias de catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Trabalho e Assistência Social (Setas) está desenvolvendo ações de políticas públicas desde maio deste ano, por meio do Projeto Lixo & Cidadania onde várias cidades tocantinenses já foram visitadas.
Até está sexta-feira, 15, a equipe do Projeto fará uma radiografia regionalizada; na região Sul contempla as cidades de Araguaína e Guaraí; na região Centro; Xambioá e na Norte; Wanderlândia. Na tarde desta segunda-feira, 11, a equipe da Secretaria esteve com a primeira-dama de Araguaína, Nil Dimas, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), do setor Céu Azul. “Sem dúvida é um projeto inovador, e nós do poder público damos total apoio para essa ação, que é um presente para os profissionais, e junto com nossos projetos sociais poderemos melhorar a situação econômica de cada catador”, enfatizou. Assistentes sociais e catadores da cidade também fizeram se presentes no local.
“O Projeto tem o intuito de fomentar empreendimentos solidários constituídos por catadores de materiais reutilizáveis que atuam em todo o Tocantins”, explicou o engenheiro Rafael Marcolino de Souza, da empresa Plêiade Ambiental responsável pela execução do projeto. Associativismo O ex-presidente da Associação de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ACCM) de Araguaína, Antonio Marcos da Silva, que atua na área há 12 anos, informou que na cidade existem aproximadamente 400 trabalhadores que catam, selecionam e vendem materiais recicláveis como papel, papelão, vidro e outros reaproveitáveis. “O trabalho de quem se dedica às atividades de coleta é árduo, de baixo de sol e chuva, estamos nas ruas à procura de materiais reaproveitáveis”, observou.
Iniciativa Membro da Natura-Ativa Proteger é Viver, de Araguaína, Alcir Batista Mattos disse que o trabalho dos catadores tem que ser valorizado, pois são eles quem coletam, separam, transportam e, às vezes até transformam o que antes era visto como lixo inútil e pronto para ser descartado, em mercadorias, com valor de uso e de troca. Por sua vez, Antonio Marcos da Silva disse que com as associações e cooperativas, o trabalho dos catadores ganhará outras proporções, com a possibilidade de coleta e tratamento de maiores quantidades de material reciclável e, consequentemente, sua venda com a geração de mais renda para cada cooperado. Lixo & Cidadania. Nessa etapa do diagnóstico, que consiste na identificação e situação dos lixões e aterros sanitários, cadastro e análise de informações ambientais e socioeconômicas dos catadores e catadoras, a equipe é formada por um catador, um engenheiro ambiental e um assistente social. Estima-se que até setembro a fase de diagnóstico seja concluída. Ao término de todas as etapas espera-se que sejam atendidas duas mil pessoas.


